Após aumentos de síndromes gripais, em diversos locais do país, a procura por medicamentos para amenizar os sintomas da gripe aumentaram em Macaúbas

Para alguns farmacêuticos, a maior procura por esses medicamentos agora se deve a dificuldade de estoque nas distribuidoras

O ano de 2022 começou com um alto número de pessoas com síndromes gripais, em muitos locais do Brasil. Em Macaúbas/BA não foi diferente. Atrelado a isso, a procura por medicamentos para amenizar os sintomas da gripe aumentaram nas farmácias e em alguns estabelecimentos o estoque se encontra comprometido.

No dia 05 de janeiro, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde, divulgou um alerta sobre a alta de casos de Síndrome Gripal. Além disso, informou a população orientações de como proceder ao sentir sintomas de gripe.

Foto: Divulgação

O reflexo desse aumento de casos foi percebido no setor privado. Em farmácias de Macaúbas, alguns medicamentos passaram a ficar em falta, desde as primeiras semanas do ano de 2022.

Em entrevista a equipe de Jornalismo da Rádio Macaúbas FM, a Farmacêutica, Tairiny Kedma, explicou, na semana passada, que muitas medicações estão sem estoque no seu local de trabalho e que não há uma previsão para regularizar a situação.

Remédios; antigripais; antibióticos, de forma geral; xaropes para crianças… estão todos em falta. Não há previsão de regularização

Ela acrescenta que o maior problema foi a procura para remediar e não para prevenir.

Eu sinto que as pessoas procuram mais o tratamento, quando já estão gripados, do que a prevenção.

Tairiny cita exemplos de ações que o cidadão precisa se conscientizar, para reduzir os perigos de contaminação por vírus gripais.

Por exemplo, o uso de máscara, tem que voltar a acontecer. De dez pessoas que entram na farmácia, oito estão sem máscara. A maioria que entra sem máscara, já vem procurar antigripal. Eles deveriam prevenir, cuidar da imunidade, antes de ficar gripado.

Sobre isso, Kedma fala que a principal consequência da não prevenção, é a falta de estoque dos medicamentos.

E dessa forma, todos os remédios antigripais, estão todos em falta, sem previsão para regular. Agora, as vitaminas eu ainda estou com um estoque, mas a procura é mais baixa.

Apesar da alta procura, a farmacêutica diz que não houve aumento de preço dos medicamentos.

Não houve aumento (na indústria). Na minha (farmácia) continua os mesmos valores, é porque realmente não tem o produto. O que eu estou sentindo é que as pessoas estão utilizando de má-fé, aumentando os preços dos produtos, (…) por conta da dificuldade que o paciente tem de encontrar. Mas pela legislação não houve aumento de medicação. Só não está achando para comprar. Mas houve aumento não.

Para o farmacêutico Geomar Rego Figueiredo, também em entrevista a equipe de Jornalismo da 103,9, a situação atual evidência algo que durante os 6 (seis) anos de atuação na área, ele nunca tinha vivenciado.

O mais parecido na verdade foi no início da pandemia, quando começou a faltar alguns produtos como: máscara; luvas; vitaminas; (…) só que não tão intenso.

Ele explica que naquela época, basicamente no mês de março de 2020, a busca, pelos produtos anteriormente mencionados, era alta devido a preocupação da população em não se contaminar pelo vírus da Covid-19.

Só que agora estamos passando uma situação até pior, porque são produtos não para a prevenção, mas para tratamento. Atualmente, estamos tendo uma dificuldade imensa na aquisição de produtos: antigripais; vitaminas; xaropes; comprimidos;

Geomar disse que não se encontra esses medicamentos em quase nenhum local. Quando encontra, rapidamente acaba o estoque.

Quando aparece em alguma distribuidora, rapidamente os produtos somem das prateleiras, dos estoques. É muito rápido mesmo. Você entra agora, daqui dez minutos, uma hora, já sumiu tudo.

Figueiredo ainda cita alguns medicamentos que estão em falta.

Antigripais como: por exemplo Coristina D; Apracur; Benegripe; Decongex; Multigrip; Cimegripe; todas estão em falta, não consegue comprar de forma nenhuma.

Xaropes como: Acetilcisteína; Ambroxol; Acebrofilina; da mesma forma.

O Kóide D mesmo, que é um o mais utilizado para tratamento de tosse alérgica, chegou 125 mil unidades nas distribuidoras e rapidamente sumiu tudo.

Ele credita esses dados ao fato da síndrome gripal acontecer não apenas na Bahia, como em quase todo o país.

A gente fica com uma dificuldade imensa de adquirir o produto. Consequentemente, a gente não consegue atender a população que está necessitando. Infelizmente, falta nas distribuidoras para a gente comprar, vai faltar para o paciente e para o cliente, na hora de dispensar.

Geomar diz que com o passar dos dias, está começando a regularização de estoque, apesar de ser em uma progressão lenta.

Nestes últimos dias, está começando a regularizar, mas ainda não regularizou por completo. Os xaropes, a maioria ainda está em falta. Os laboratórios nos informaram que até o final do mês, a situação vai estar regularizada, mas a gente não sabe ao certo.

O farmacêutico aproveitou e explicou a principal causa dessa dificuldade para conseguir os produtos neste momento.

As síndromes gripais ocorrem, normalmente, nos períodos mais frios, próximo ao São João e um pouco posterior ao São João. Uma outra questão é porque durante muito tempo, devido a própria utilização de máscara; aos cuidados para não transmissão do coronavírus; quadros gripais, basicamente, foram quase extintos, poucas pessoas adoeciam por conta de gripe. Ficou muito tempo sem ter uma demanda muito grande de produtos para tratar gripe. Agora, juntou um período que não era esperado de se ter essa síndrome gripal, juntamente com distribuidoras que não estavam ainda com seus estoques suficientes para atender essa demanda. Porque, normalmente, os estoques são maiores em períodos que se tem uma maior demanda, que seria na metade do ano. Devido a essa pouca demanda de antigripais as próprias farmácias reduziram a quantidade desses produtos, nos seus estoques, porque estavam vencendo. E também juntou agora outro fator: o período de recesso. As indústrias de medicamentos entram em recesso, normalmente, alguns dias antes do Natal e volta a partir do dia 10 ou 15 de janeiro.

Para muitos setores públicos, como a Secretaria de Saúde de Macaúbas, o que se recomenda é a utilização de máscaras, lavar bem as mãos e evitar aglomerações.

Por: João de Jesus / Foto: Divulgação da internet

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