derrota para o Londrina na última terça-feira seguiu um roteiro bem conhecido pelo Vitória nesta temporada. Embora tenha aberto o placar com gol de Felipe Gedoz, o Rubro-Negro levou a virada com dois gols rápidos no segundo tempo e não teve poder de reação, desempenho e resultado que se assemelham a outros jogos da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro - e lembrados pelo próprio técnico Osmar Loss.

O Vitória até começou bem contra o Londrina e criou chances até marcar seu gol. Apesar de ter recuado em seguida, o time não sofria tanto com o adversário, mas acabou levando um gol em chute de longa distância aos 44 minutos do primeiro tempo. Na volta do intervalo, levou a virada com um minuto e o golpe final aos três, decretando a derrota por 3 a 1.

- E a gente trabalhou no vestiário, organizou algumas situações. A gente, a partir dos 30 minutos do primeiro tempo, começou a trabalhar muito com bolas longas, parou de botar a bola no chão. Mudamos, tentamos, mas logo com dois minutos e meio já tínhamos tomado dois gols. Muito difícil emocionalmente - admitiu Osmar Loss após a partida.

Esta foi a quarta derrota de virada do Rubro-Negro em onze jogos na Série B - e sempre sofrendo três gols. Na rodada de abertura da competição, quando ainda era treinado pro Cláudio Tencati, o Vitória foi batido pelo Botafogo-RN por 3 a 1 fora de casa. O time também saiu na frente no marcador, mas levou o gol de empate e, no espaço de dois minutos, mais dois gols. Um deles, contra, do zagueiro Edcarlos.

Na terceira rodada, contra o Guarani, o Vitória também marcou primeiro e sofreu o empate logo depois. No segundo tempo, acabou sendo vazado outras duas vezes e, apesar de ter diminuído o placar no fim, não evitou a derrota por 3 a 2. Na rodada seguinte, o adversário foi o São Bento, que novamente virou o jogo sobre o Rubro-Negro em pleno Barradão e ganhou por 3 a 1.

 

 Mas o abatimento dos jogadores do Vitória não foi visto apenas nas viradas. Contra o Oeste, na oitava rodada, o zagueiro Zé Ivaldo fez gol contra com menos de um minuto de jogo. O Vitória não conseguiu se organizar novamente e acabou batido por 3 a 0. Antes, contra o Sport, na sétima rodada, levou o segundo gol no fim do primeiro tempo, não teve poder de reação na segunda etapa e sofreu mais um gol: derrota por 3 a 1.

Problema antigo

O abatimento emocional do Vitória não surgiu na Série B. Desde o fim da temporada passada, quando caiu para a Segunda Divisão, o clube acumula vexames e saídas precoces das competições disputadas: Campeonato Baiano, Copa do Brasil e Copa do Nordeste. O primeiro técnico do time no ano, Marcelo Chamusca, já havia falado sobre isso após a eliminação na Copa do Brasil diante do Moto Club, em fevereiro deste ano.

 

- Numa situação de bate e rebate, aos 27 minutos do segundo tempo, eles acabaram fazendo o gol. Daí em diante, o time reagiu muito mal. Desequilibramos, perdemos o controle do jogo. Emocionalmente, o time caiu demais. E o adversário, pela nossa desorganização depois que tomamos o gol, acabou fazendo o segundo gol - disse Chamusca à época.

Substituto de Chamusca, Cláudito Tencati também teve que lidar com o problema. Em maio, o treinador analisou o desempenho do time na derrota de virada para o São Bento.

- Estávamos com o jogo controlado. O branco foi a partir daí. Tomou o gol, começou a ser perder. Existe o erro do treinador, mas existe o erro do jogador também, de se abalar. Saiu do padrão, acontece isso - comentou Tencati.

O Vitória vai precisar se resolver emocionalmente o quanto antes. Afundado na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com sete pontos, o Rubro-Negro encara a Ponte Preta na próxima rodada, no Barradão. A Macaca vem de dois jogos sem triunfos, mas ocupa a 5ª posição e briga por uma vaga no G-4.